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Eficiência energética dos pneus

A classe de eficiência energética do rótulo europeu mede a resistência ao rolamento: a energia que um pneu perde ao deformar-se na estrada. Menos resistência significa menos combustível, ou mais autonomia num carro elétrico.

Como se mede

O coeficiente de resistência ao rolamento é a força necessária para fazer rolar o pneu, em quilogramas por tonelada de carga. Nos pneus de ligeiros, a classe A significa no máximo 6,5 kg/t, B 6,6–7,7, C 7,8–9,0, D 9,1–10,5 e E 10,6 ou mais.

Quanto vale em combustível

Para um carro a gasolina de 1500 kg que percorre 15 000 km por ano, usando o centro de cada intervalo de classe:

ClasseParte dos pneus de ligeirosConsumo extra face à classe AA mais por ano
A2%——
B9%+0,15 L/100 km≈ 23 L
C50%+0,32 L/100 km≈ 47 L
D36%+0,50 L/100 km≈ 75 L
E3%+0,66 L/100 km≈ 99 L

Um jogo completo de pneus de classe E gasta cerca de 0,66 l/100 km mais do que a classe A, cerca de 99 litros por ano. Um degrau de classe vale cerca de 0,15–0,18 l/100 km. É pouco por quilómetro, mas acumula-se ao longo da vida de um jogo de pneus.

Quão comum é cada classe

A classe A é rara nos pneus de ligeiros: só 2% dos registos. A maioria dos pneus é C (50%) ou D (36%). Uma baixa resistência ao rolamento costuma custar algo noutro campo, muitas vezes na aderência em molhado, por isso os pneus com A nos dois são poucos (1826 registos).

Como escolher

A eficiência energética conta mais se faz muitos quilómetros, ou num carro elétrico, onde afeta diretamente a autonomia. Não sacrifique a aderência por ela: a diferença de segurança entre classes de aderência é maior do que a diferença de consumo entre classes de eficiência. Em cada página de medida vê as duas lado a lado, por exemplo 205/55 R16.

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